Resposta a placebo em ensaios clínicos com antidepressivos: análise de características de personalidade e variáveis genéticas.
O efeito placebo caracteriza-se pela redução de um sintoma ou melhora de um quadro clínico que se obtém após a administração de uma substância farmacologicamente inerte (placebo) ou um procedimento sabidamente ineficaz. O efeito placebo tem sido observado em diferentes doenças e sintomas e a magnitu...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2008 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-10092008-162457 |
| Online Access: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42136/tde-10092008-162457/ |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Característica de personalidade Efeito placebo Genetic variables ITC Personality characteristics Placebo effect Polimorfismos Polymorphisms Response placebo Resposta placebo TCI Variáveis genéticas |
| Summary: | O efeito placebo caracteriza-se pela redução de um sintoma ou melhora de um quadro clínico que se obtém após a administração de uma substância farmacologicamente inerte (placebo) ou um procedimento sabidamente ineficaz. O efeito placebo tem sido observado em diferentes doenças e sintomas e a magnitude de resposta varia entre 30% a 70%. Alguns fatores que estão associados ao efeito placebo são conhecidos e diversas teorias tentam elucidar os mecanismos psicobiológicos envolvidos na resposta a placebo. No entanto, o entendimento ainda é limitado. Objetivos: a) Verificar se há característica de personalidades associadas à resposta a placebo em estudos com antidepressivos; b) Verificar se há associação de polimorfismos em genes do sistema serotonérgico com resposta a placebo. Métodos: Foram incluídos no estudo pacientes que participaram de ensaios clínicos com antidepressivos e placebo conduzidos no Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPQ-HCFMUSP), entre 2000 e 2005. Os sujeitos (n=57) [pacientes deprimidos (n=14), pacientes fóbicos (n=22) e voluntários saudáveis (n=21)] foram considerados respondedores a placebo, de acordo com os critérios estabelecidos pelo estudo de origem. Para a análise das variáveis de personalidade os sujeitos responderam o Inventário de Temperamento e Caráter (ITC) e para a análise das variáveis genéticas foram escolhidos três genes polimórficos do sistema serotonérgico: do transportador de serotonina (SLC6A4), do receptor de serotonina subtipo 2A (HTR2A) e do receptor de serotonina subtipo 1B (HTR1B). Análise estatística: foi utilizado o modelo de análise discriminante para avaliar o comportamento das variáveis [idade, escolaridade, gênero e diagnóstico] e uma regressão logística para verificar quais destas variáveis explicavam as diferenças observadas entre os respondedores e não respondedores, bem como seu grau de importância. Resultados: Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os respondedores e não respondedores a placebo, em relação à idade, escolaridade e gênero. Os respondedores a placebo apresentaram escores significativamente maiores nos fatores de personalidade busca de novidade e autotranscendência quando comparados aos não respondedores. Os resultados da análise genética mostraram uma sugestiva associação entre dois genes polimórficos [o 5HTTLPR (SLC6A4) e o gene 5HTR1B (G861C)] e a resposta a placebo. Conclusões: Os resultados sugerem que a resposta a placebo é influenciada por características de personalidade em sujeitos sadios e pacientes com diagnóstico de fobia social e depressão e por polimorfismos genéticos em sujeitos sadios. |
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