Quando a casa sai? a política de reconstrução de moradias para os afetados em desastres socioambientais no vale do Cuiabá – Petrópolis, RJ
Em 2011, fortes chuvas atingiram a região serrana do Estado do Rio de janeiro deixando, oficialmente, mais de mil mortos e cerca de sete mil famílias sem ter como voltar para suas casas. No Vale do Cuiabá, Petrópolis, o Estado do Rio de Janeiro, através do INEA, promoveu o processo de reconstrução d...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2014 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/22030 |
| Online Access: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22030 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Sociologia Desastres Petrópolis Justiça Ambiental Disasters Environmental Justice |
| Summary: | Em 2011, fortes chuvas atingiram a região serrana do Estado do Rio de janeiro deixando, oficialmente, mais de mil mortos e cerca de sete mil famílias sem ter como voltar para suas casas. No Vale do Cuiabá, Petrópolis, o Estado do Rio de Janeiro, através do INEA, promoveu o processo de reconstrução da região, estabelecendo uma nova relação dos moradores com seu território, agora considerado como gerador de risco ambiental. Com isso, foram realizadas remoções mediante pagamento de indenizações e troca por uma unidade habitacional popular próxima à região afetada. O presente trabalho é fruto do acompanhamento, por quatro anos, da intervenção estatal na região, da luta dos moradores pela efetivação de seus direitos antes e após a conquista de uma unidade habitacional. Tendo como referência a sociologia dos desastres, a justiça ambiental, a teoria dos direitos humanos e ambientais, políticas públicas e participação popular, analisamos como foi implementada a política pública de reconstrução das casas dos afetados pelas chuvas de 2011, constatando que houve uma política de remoção e reconfiguração dos territórios afetados, atendendo a interesses diversos dos moradores, e não realizando uma política de reconstrução e assistência, vulnerabilizando ainda mais as famílias residentes no território afetado. |
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