Origem psíquica do conflito armado sob o olhar da psicologia complexa
O presente trabalho realiza uma reflexão pragmática (teórica e prática) sobre o fenômeno social que direciona os povos ao inevitável conflito armado. Ele é uma pesquisa qualitativa pela perspectiva simbólico-arquetípica, como nova possibilidade de se observar e refletir o mundo, que incorpora os ele...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/14521 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/14521 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Conflito armado Função religiosa Possessão coletiva Psicologia complexa Carl Gustav Jung Armed conflict Religious function Collective possession Complex psychology Ciências Sociais |
| Sumario: | O presente trabalho realiza uma reflexão pragmática (teórica e prática) sobre o fenômeno social que direciona os povos ao inevitável conflito armado. Ele é uma pesquisa qualitativa pela perspectiva simbólico-arquetípica, como nova possibilidade de se observar e refletir o mundo, que incorpora os elementos ontológico, epistemológico e metodológico do paradigma da psicologia junguiana. O trabalho constata que o conflito armado, enquanto um fenômeno exclusivamente humano tem origem na psique, cuja “entidade” diferencia o homem dos demais animais. A partir de proposições da psicologia complexa de Carl Gustav Jung, a dissertação verifica características que evidenciam diferenças psíquicas entre os humanos e demais animais, identificando traços diferenciados que viabilizam aos homens praticar o conflito armado. Os humanos e animais compartilham instintos de agressividade e cooperação, porém apenas os humanos desenvolveram a capacidade de produzir ferramentas e características que propiciaram desenvolver o conflito armado e a formação de civilizações. A dissertação utiliza ilustrações da história da espécie humana, desde os antepassados hominóides até os dias atuais, para destacar a relação entre traços psíquicos e fatos históricos sobre a humanidade que apontam para causas e finalidades do conflito armado. A dissertação verifica que o conflito armado ocupa uma posição de pressão evolutiva, para impulsionar a seleção artificial e a seleção cultural proporcionando a construção cultural da espécie humana. Deste modo, a espécie humana sofre pressões evolutivas diferentemente das dos animais, os quais apenas estão sob a influência exclusiva da seleção natural. Ao longo da história a humanidade desenvolveu seu espírito na interação entre as pressões do ambiente natural e a armadilha malthusiana (aumento populacional versus disponibilidade de suprimentos), que funcionou como gatilho a conduzir os povos ao conflito armado, de acordo com a supracitada seleção tecnológica (artificial e cultural). Na atualidade, apesar dos avanços científicotecnológicos e da abundância de recursos, propiciada pela revolução industrial, o fator ontológico e filogenético continua a encaminhar sub-repticiamente as condutas dos povos para lutar e provocar guerras. Assim, aparece a propriedade da função religiosa da psique que direciona indivíduos e comunidades em suas crenças, ambos solapados pela possessão coletiva que pode propiciar os conflitos e o conflito armado |
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