Prosódia afetiva na esquizofrenia

Esta pesquisa teve como objetivo realizar uma análise da entoação de voz de pacientes com esquizofrenia para, a partir dessas variantes linguísticas examinar dados que caracterizem a prosódia como um possível indicativo diagnóstico. A esquizofrenia é uma doença mental grave sem sintomas patognomônic...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Jorge, Ana Cristina Aparecida
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-24072019-150020
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-24072019-150020/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Affective prosody
Entoação
Esquizofrenia
ExProsodia
Intonation
Prosódia afetiva
Schizophrenia
Descripción
Sumario:Esta pesquisa teve como objetivo realizar uma análise da entoação de voz de pacientes com esquizofrenia para, a partir dessas variantes linguísticas examinar dados que caracterizem a prosódia como um possível indicativo diagnóstico. A esquizofrenia é uma doença mental grave sem sintomas patognomônicos, caracterizada por um misto de sinais e sintomas disformes. A prosódia afetiva é definida como o processamento e o reconhecimento de elementos emocionais e afetivos provindos das informações da entoação vocal. Pesquisas realizadas anteriormente apontam déficits singulares na verbalização das emoções contidas na fala desses pacientes, o seu discurso é considerado vago, com poucos ou quase nulos sinais emocionais entoacionais. Para a realização desta pesquisa, inicialmente, 16 clientes e frequentadores do Museu de Imagens do Inconsciente, uma das alas do hospital psiquiátrico Instituto Nise da Silveira (SEIs) e mais 16 pessoas sem transtorno mental que compuseram um grupo de controle (SCs), tiveram sua voz gravada em quatro etapas: entrevista de anamnese que segue um roteiro semiestruturado; relato empírico de experiências felizes e tristes; descrição de seus trabalhos artísticos; por fim, a leitura de um trecho de uma história infantil sem conotação afetiva. Na sequência, os mesmos procedimentos foram aplicados em usuários do CAPS II Espaço Vivo, um dos serviços de saúde mental que compõe o Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS) Prof. Cantídio Moura de Campos. A análise dos dados coletados foi possibilitada pela rotina ExProsodia (FERREIRA-NETTO, 2006, 2008, 2010, 2016), aplicativo elaborado para examinar automaticamente os elementos constituintes da prosódia. Através desses procedimentos foi possível identificar que houveram diferenças significativas nas variáveis acústicas da assimetria e dispersão do Tom Médio e da frequência fundamental (F0) nas etapas de fala espontânea e na leitura narrativa. Em especial, nessa última etapa, destaca-se o comportamento adverso da curtose de foco/ênfase que possibilitou a individualização dos grupos. Por fim, este trabalho de cunho quantitativo exploratório, corrobora a perspectiva de diferenciar pessoas acometidas pela esquizofrenia de sujeitos sem histórico anterior de transtornos psíquicos baseado na análise de parâmetros acústicos de voz. Em suma, tais apontamentos poderiam indicar pistas salutares para a constituição de um diagnóstico mais acurado para a esquizofrenia, assim como podem ser propriedades relevantes para colaborar para organização do tratamento individual.