Das consonâncias e dissonâncias, um paradoxo: o universo romântico-cristão de Chateaubriand
As novelas chateaubrianas inauguraram um novo fazer literário, graças à coerência ideológica que nelas encontramos: estamos na presença de textos que evocam a excelência do Cristianismo, no período posterior à Revolução Francesa de 1789. E tratar da religião cristã em um período, cuja fé deixou de s...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/154576 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/154576 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | François-René de Chateaubriand Romantismo Cristianismo Consonâncias Dissonâncias Paradoxo Romanticism Christianity Consonances Dissonances Paradox |
| Sumario: | As novelas chateaubrianas inauguraram um novo fazer literário, graças à coerência ideológica que nelas encontramos: estamos na presença de textos que evocam a excelência do Cristianismo, no período posterior à Revolução Francesa de 1789. E tratar da religião cristã em um período, cuja fé deixou de ser significativa, representou uma infinidade de idealizações para Chateaubriand. Refletir o jogo das paixões sob a ótica do Cristianismo exigia um estudo mais amplo: investigar a teologia a partir da gênese do Eu e da arqueologia dos desejos. Pensando nisso, a eloquência desses escritos ficcionais pediu uma teoria que, se não os explicasse integralmente, ao menos, pudesse acalmar as contrariedades do coração humano. Sendo assim, à luz do ideário pré-romântico de François-René Auguste de Chateaubriand, elevou-se o Génie du christianisme (1802), obra apologética redigida para comedir o sentimento melancólico e comprovar a superioridade da doutrina cristã. Nessa perspectiva, o presente trabalho propõe uma minudente análise de suas narrativas indígenas que, pela mente inquieta do memorialista, puderam, em um mesmo volume, servir de exemplos à poética cristã traçada no Génie. A princípio foram ilustrações; mas, ulteriormente, publicadas separadamente, ofereceram-nos distintos horizontes de interpretação que, incorporados, testemunharam a magnificência da religião cristã católica. Nesse sentido, selecionamos Les Natchez (1826), Atala (1801), René (1802) e Les Aventures du dernier Abencérage (1826) com o propósito de reconstruir o universo paradisíaco do Éden, antes da Queda do homem, a fim de estimular o renascimento da consciência cristã. A despeito de Les Aventures ter sido escrita em 1810, posteriormente à publicação do Génie, nela também observamos o triunfo do Cristianismo não mais em terras americanas, mas no Ocidente, na Espanha. Posto isso, o escopo da presente pesquisa é demonstrar que das consonâncias e dissonâncias emergiu um paradoxo, aquele referente ao romanesco mundo mítico cristão. Para tanto, ancoradas nas produções contemporâneas de Fabienne Bercegol (2009), Jean-Claude Berchet (2012), Béatrice Didier (2006), Pierre Glaudes (2013) e outros especialistas franceses, exploramos o microcosmo chateaubriano repensado sob uma perspectiva vertical, aquela do Eu cristão. |
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