Entrecruzamentos entre migração, gênero e sexualidade: experiências de vida de mulheres não-cisheterossexuais venezuelanas e solicitantes de refúgio
Em dezembro de 2019, o ACNUR e a OIM (Organização Internacional para Migrações) assinalaram a expressividade numérica - 4,769,498 milhões - de venezuelanos migrantes ou refugiados no mundo. Com previsões de que esse número aumente para 6,5 milhões de venezuelanos em 2020, desse número, o Brasil abri...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/25621 |
| Acceso en línea: | http://app.uff.br/riuff/handle/1/25621 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Gênero Sexualidade Migração Refúgio LGBTI Migração internacional Refugiado Venezuela Gender Sexuality Migration Refuge |
| Sumario: | Em dezembro de 2019, o ACNUR e a OIM (Organização Internacional para Migrações) assinalaram a expressividade numérica - 4,769,498 milhões - de venezuelanos migrantes ou refugiados no mundo. Com previsões de que esse número aumente para 6,5 milhões de venezuelanos em 2020, desse número, o Brasil abriga, atualmente, cerca de 224 mil. A reflexão sobre o refúgio de pessoas não-cisheterossexuais encontra-se na fronteira de dois campos de direito: o da migração e refúgio, responsável pela constituição da noção de “refugiados”, "solicitantes de refúgio" e "migrantes"; e o de gênero e sexualidade, que, entre outros, abriga os estudos sobre pessoas não-cisheterossexuais. Essa intersecção temática pautada pelo refúgio de pessoas não-cisheterossexuais parece, por vezes, subestimada em ambos espaços de construção de temáticas e questões acadêmicas e políticas. Essa dissertação é resultado de uma pesquisa sobre experiências de vida de três mulheres não-cisheterossexuais venezuelanas, solicitantes de refúgio que migraram para o Estado de Roraima no ano de 2018, e foram, posteriormente, interiorizadas para a cidade do Rio de Janeiro, por programa do governo federal. Neste texto de dissertação, após refletir sobre a problematização de temáticas e objetos de estudos formulados em intersecção de campos analíticos elaborados em defesa de própria especificidade e até mesmo para me constituir como pesquisadora, necessariamente investindo em distintivas formulações de objeto de estudo, privilegio então as narrativas das interlocutoras sobre seus processos migratórios enquanto pessoas não-cisheterossexuais, buscando refletir sobre o impacto que suas identidades e performatividades de gênero e orientação sexual, não cisheteronormativas, têm sobre esses processos. |
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