Desenvolvimento e padronização da Escala de Avaliação da Ansiedade Traço-Estado (EATE)

Transtornos mentais como a depressão e a ansiedade tem apresentado um crescimento exponencial em todo o mundo nos últimos anos, não sendo o Brasil uma exceção. Paralelo a isso, não há atualmente nenhum teste psicológico aprovado para avaliação da ansiedade pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicoló...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: SILVA, Fábio Camilo da
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)
Repositorio:Repositório da METODISTA
Idioma:portugués
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description Transtornos mentais como a depressão e a ansiedade tem apresentado um crescimento exponencial em todo o mundo nos últimos anos, não sendo o Brasil uma exceção. Paralelo a isso, não há atualmente nenhum teste psicológico aprovado para avaliação da ansiedade pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), gerando ao psicólogo, em específico, a falta de recursos complementares que o auxiliem no diagnóstico. Tais fatores motivaram a realização deste estudo, cujo objetivo foi padronizar uma Escala de Avaliação da Ansiedade Traço-Estado, inicialmente denominada EATE. Foram definidos os conceitos de ansiedade a partir de uma revisão pelo método PRISMA, seguido pela análise de livros e outras fontes de informação. A versão inicial da EATE foi composta por 40 itens e foram realizados estudos de concordância entre juízes (KAPPA=0,915), validade e precisão. Os resultados iniciais indicaram que a melhor solução fatorial seria a avaliação da ansiedade por meio de quatro fatores distintos, denominados de pensamentos ansiosos, sintomas, desconforto social e aspectos cognitivos. As análises também indicaram que 8 dos 40 itens inicialmente previstos não corresponderam ao modelo teórico e por isso o mais adequado foi a exclusão destes, gerando uma versão final da EATE com 32 itens. Outras análises psicométricas foram realizadas considerando essa solução. Os índices de precisão foram satisfatórios tanto para a escala de avaliação da ansiedade estado ( = 0,948), quando para o traço ( = 0,958) e também para cada um de seus fatores ( = 0,777 à  = 0,949). Além disso, uma análise paralela e uma análise confirmatória indicaram a adequação do modelo de 4 fatores. Estudos de validade com o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI) (r=0,375 a r=0,856, p<0,01) e com o Inventário Breve de Sintomas (BSI) (r=0,342 a r=0,729) indicaram a correlação entre os construtos avaliados por ambos. Outros estudos, relacionado à variável vivência acadêmicas, sexo, tipo de universidade e faixa etária também indicaram resultados satisfatórios para a EATE. As análises das pontuações permitiram atribuir um ponto de corte inicial para interpretação dos resultados coerente com a incidência de transtornos de ansiedade na população brasileira. Conclui-se que o estudo piloto gerou a necessidade de poucas alterações para a versão final da EATE e que os resultados favorecem a continuidade da pesquisa com outros grupos que permitam a realização de análises mais precisas e atinjam os parâmetros adotados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) para aprovação de um teste psicológico. Dentre estes, verifica-se, principalmente, a realização de pesquisas com grupos clínicos e de controle, para que a EATE possa ser utilizada como subsídio para diferenciação entre a ansiedade normal e patológica.
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Foram definidos os conceitos de ansiedade a partir de uma revisão pelo método PRISMA, seguido pela análise de livros e outras fontes de informação. A versão inicial da EATE foi composta por 40 itens e foram realizados estudos de concordância entre juízes (KAPPA=0,915), validade e precisão. Os resultados iniciais indicaram que a melhor solução fatorial seria a avaliação da ansiedade por meio de quatro fatores distintos, denominados de pensamentos ansiosos, sintomas, desconforto social e aspectos cognitivos. As análises também indicaram que 8 dos 40 itens inicialmente previstos não corresponderam ao modelo teórico e por isso o mais adequado foi a exclusão destes, gerando uma versão final da EATE com 32 itens. Outras análises psicométricas foram realizadas considerando essa solução. Os índices de precisão foram satisfatórios tanto para a escala de avaliação da ansiedade estado ( = 0,948), quando para o traço ( = 0,958) e também para cada um de seus fatores ( = 0,777 à  = 0,949). Além disso, uma análise paralela e uma análise confirmatória indicaram a adequação do modelo de 4 fatores. Estudos de validade com o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI) (r=0,375 a r=0,856, p<0,01) e com o Inventário Breve de Sintomas (BSI) (r=0,342 a r=0,729) indicaram a correlação entre os construtos avaliados por ambos. Outros estudos, relacionado à variável vivência acadêmicas, sexo, tipo de universidade e faixa etária também indicaram resultados satisfatórios para a EATE. As análises das pontuações permitiram atribuir um ponto de corte inicial para interpretação dos resultados coerente com a incidência de transtornos de ansiedade na população brasileira. Conclui-se que o estudo piloto gerou a necessidade de poucas alterações para a versão final da EATE e que os resultados favorecem a continuidade da pesquisa com outros grupos que permitam a realização de análises mais precisas e atinjam os parâmetros adotados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) para aprovação de um teste psicológico. Dentre estes, verifica-se, principalmente, a realização de pesquisas com grupos clínicos e de controle, para que a EATE possa ser utilizada como subsídio para diferenciação entre a ansiedade normal e patológica.Mental disorders such as depression and anxiety have shown exponential growth worldwide in recent years, with Brazil not being an exception. Parallel to this, there is currently no psychological test approved for the assessment of anxiety by the Psychological Test Assessment System (SATEPSI), causing the psychologist, in particular, the lack of complementary resources to assist in the diagnosis. Such factors motivated the accomplishment of this study, whose objective was to standardize a Trait- State Anxiety Assessment Scale, initially called EATE. The concepts of anxiety were defined from a review by the PRISMA method, followed by the analysis of books and other sources of information. The initial version of the EATE consisted of 40 items and studies of agreement between judges (KAPPA = 0,915), validity and accuracy were performed. The initial results indicated that the best factor solution would be the assessment of anxiety using four distinct factors, called anxious thoughts, symptoms, social discomfort and cognitive aspects. The analyzes also indicated that 8 of the 40 items initially foreseen did not correspond to the theoretical model and, therefore, the most appropriate was the exclusion of these, generating a final version of the EATE with 32 items. Other psychometric analyzes were performed considering this solution. The reliability indices were satisfactory both for the state anxiety assessment scale ( = 0,948), for the trait ( = 0,958) and also for each of its factors ( = 0,777 to  = 0,949). In addition, a parallel analysis and a confirmatory analysis indicated the adequacy of the 4 factor model. Validity studies with the Beck Anxiety Inventory (BAI) (r = 0,375 to r = 0,856, p <0.01) and the Brief Symptom Inventory (BSI) (r = 0,342 to r = 0,729) indicated the correlation between the constructs evaluated by both. Other studies, related to the variable academic experience, gender, type of university and age group also indicated satisfactory results for EATE. The analysis of the scores allowed to assign an initial cut-off point for the interpretation of the results consistent with the incidence of anxiety disorders in the Brazilian population. It is concluded that the pilot study generated the need for few changes to the final version of the EATE and that the results favor the continuity of the research with other groups that allow more precise analyzes and reach the parameters adopted by the Federal Council of Psychology ( CFP) for passing a psychological test. Among these, it is verified, mainly, the accomplishment of researches with clinical and control groups, so that EATE can be used as subsidy for differentiation between normal and pathological anxiety.Universidade Metodista de São PauloCiências HumanasAnsiedade-estadoAnsiedade-traçoTestes psicológicosPadronizaçãoEscala de avaliação da ansiedade traço-estadoTrait anxietyPsychological testsStandardizationState- trait anxiety rating scaleDesenvolvimento e padronização da Escala de Avaliação da Ansiedade Traço-Estado (EATE)Development and standardization of the State-Trait Anxiety Assessment Scale (EATE)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessSILVA, Fábio Camilo daTEXTFábio Camilo da Silva.pdf.txtFábio Camilo da Silva.pdf.txtExtracted texttext/plain102810https://repositorio.metodista.br/bitstreams/33a968f7-1fcb-480f-afcc-f696e1aad488/downloadf1e4c7d07fcca4dea40848731ff2c964MD53THUMBNAILFábio Camilo da Silva.pdf.jpgFábio Camilo da Silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3146https://repositorio.metodista.br/bitstreams/33404bb7-2b4d-4f2c-abcf-f2f069bfffb1/download7cd5c566660ed3d55667c8ac482d5ba1MD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/d5505361-b6f5-43ed-b010-5de1a1d11545/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51ORIGINALFábio Camilo da Silva.pdfFábio Camilo da Silva.pdfapplication/pdf1843831https://repositorio.metodista.br/bitstreams/6a12fab0-ecbe-45af-81ff-554511d72ffe/downloadc29edd57559438322e403e0ae9382315MD52123456789/3332025-07-11 19:12:17.747open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/333https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-07-11T19:12:17Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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