Demanda do cuidador familiar com idoso demenciado
O presente estudo teve como objetivo caracterizar os cuidadores familiares de idosos demenciados, bem como identificar a demanda de cuidados prestados e relacionar ao estagiamento da demência. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e seccional, realizado no período de 2001 a 2002. A amostra...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2006 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-25052007-161750 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-25052007-161750/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | cuidador familiar demência dementia elderly family caregivers idoso |
| Sumario: | O presente estudo teve como objetivo caracterizar os cuidadores familiares de idosos demenciados, bem como identificar a demanda de cuidados prestados e relacionar ao estagiamento da demência. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e seccional, realizado no período de 2001 a 2002. A amostra da investigação constou de 104 idosos demenciados, com idade de 60 anos ou mais, residentes na zona urbana de Ribeirão Preto-SP, atendidos em um ambulatório terciário de um hospital governamental e 90 cuidadores familiares. Foram consultados prontuários e após, realizadas visitas domiciliares para aplicação de um instrumento de avaliação multidimensional do estado funcional do idoso e um questionário estruturado com perguntas fechadas relativas aos cuidadores. Os resultados evidenciaram que 66,3% dos idosos eram do sexo feminino, com média de 75,5 anos. O nível educacional correspondeu a 47,1% dos idosos com até 4 anos de escolaridade, os analfabetos e os que aprenderam ler informalmente somaram 35,5%. O estagiamento da demência foi classificado, previamente no prontuário médico, representando 27,9% demência grave; 22,1% demência moderada; 27,9% demência leve, 6,4% questionável e 15,4% não haviam sido classificados. Evidenciou-se que, dos 104 idosos, 90 tinham cuidadores, representados por 80% do sexo feminino, a maioria familiar: filha, esposa e nora. A idade média foi de 52,3 anos de idade. O tempo dedicado ao cuidar representou 15,10horas/dia. Quanto à ajuda recebida do suporte informal, a maioria não recebe ajuda ou recebem às vezes. A interferência na vida do cuidador (trabalho, repouso, lazer, passeios, o cuidar-se) foi proporcional ao agravo da demência, assim como as respostas referentes ao cansaço físico e emocional. Dos cuidadores, 45,7% relataram que o cuidar provoca tristeza, enquanto apenas uma pequena parcela dos cuidadores referiu utilizar sistemas de suporte social formal. As dificuldades nas atividades da vida diária do idoso geram a necessidade de cuidador. Os dados mostram a grande demanda na atividade de cuidar e conseqüente sobrecarga, revelando a necessidade urgente de estratégias de suportes formais e informais para os cuidadores de idosos. |
|---|