Usos de vírgulas em textos do ensino fundamental II: um estudo longitudinal

Este trabalho objetiva descrever e analisar empregos convencionais e não convencionais da vírgula – os chamados, respectivamente, “acertos” e “erros” pela instituição escolar – em textos escritos no Ensino Fundamental II (EFII). Investiga-se se o uso da vírgula tem relação com características sintát...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Carvalho, Tainan Garcia
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/181247
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/181247
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Vírgula
Pontuação
Sintaxe
Prosódia
Língua portuguesa
Comma
Punctuation
Syntax
Prosody
Portuguese language
Descripción
Sumario:Este trabalho objetiva descrever e analisar empregos convencionais e não convencionais da vírgula – os chamados, respectivamente, “acertos” e “erros” pela instituição escolar – em textos escritos no Ensino Fundamental II (EFII). Investiga-se se o uso da vírgula tem relação com características sintáticas e prosódicas dos enunciados da língua. A proposta desta pesquisa encontra fundamento no fato de o emprego da vírgula ser considerado como sinal de pontuação complexo quer por sua natureza, dadas as possibilidades de interpretação de como esse sinal estabelece relação entre fala e escrita, quer por haver certa instabilidade quanto a regras de seu emprego, haja vista variação das regras de uso entre gramáticas. Em face dessa complexidade, é investigada a presença e a ausência da vírgula em uma amostra longitudinal de textos de alunos do EFII - etapa em que é previsto o ensino da pontuação. Esta dissertação assume duas hipóteses: 1) usos de vírgulas mudam ao longo dos anos de escolarização em função do ensino de regras de emprego das vírgulas e 2) usos de vírgulas, em especial, os não convencionais, fornecem indícios da mobilização de informações de dimensão prosódica da língua na organização e delimitação das fronteiras de um texto escrito. Com base nos resultados obtidos, há evidências de que o emprego convencional da vírgula aumenta conforme aumenta os anos de escolarização, resultado esperado e agora demonstrado. Em relação à primeira hipótese, verifica-se flutuação entre as médias dos usos convencionais e as médias dos usos não convencionais do sinal de pontuação ao final do EFII, sugerindo que a aprendizagem de determinadas regras sintáticas do emprego do sinal gráfico ocorre para um conjunto de contextos sintáticos, porém, em outros contextos, a vírgula continua a ser empregada não convencionalmente. Em relação à segunda hipótese, foram encontradas evidências da relação entre o uso da vírgula e a organização prosódica dos enunciados do Português Brasileiro: a extensão de algumas estruturas e a possibilidade de a localização da vírgula coincidir com possíveis fronteiras prosódicas podem resultar no uso convencional ou não convencional da vírgula.