Transmissão da competência empreendedora: um estudo de casos múltiplos

Este trabalho tem como objetivo pesquisar os processos não estruturados que suportam a formação de empreendedores. A literatura contemporânea sobre administração e gestão dá a conhecer que crises de continuidade nas organizações seriam minimizadas se essas contassem com maior espírito empreendedor e...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Barini Filho, Ulrico
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-03092008-212811
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-03092008-212811/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cognição
Cognition
Competences
Competências
Empreendedorismo
Empresas familiares
Entrepreneurship
Family firms
Descripción
Sumario:Este trabalho tem como objetivo pesquisar os processos não estruturados que suportam a formação de empreendedores. A literatura contemporânea sobre administração e gestão dá a conhecer que crises de continuidade nas organizações seriam minimizadas se essas contassem com maior espírito empreendedor em suas lideranças e equipes. Subentende-se, então, que as organizações deveriam formar empreendedores, tarefa de alta complexidade, que demanda conceituação e ambiente interno para ser realizada. Uma das conceituações possíveis é considerar o empreendedorismo como resultante de um conjunto de competências, que, por definição, são passíveis de serem adquiridas. A teoria da cognição tem fornecido novas abordagens para o entendimento de como competências individuais e conhecimento são absorvidos por pessoas em formação. Aplicada ao tema do empreendedorismo, a teoria da cognição também explica como os empreendedores agem e quais são os modelos mentais (crenças e aprendizados) que dão suporte à sua ação. Uma amostra de cinco empresas familiares, em fase de sucessão de liderança foi selecionada para esta pesquisa, que é exploratória e qualitativa. O ambiente interno das organizações também foi avaliado, assim como as atitudes empreendedoras dos gestores destas organizações. Como contraponto, as características de personalidade de cada respondente também foram avaliadas por um instrumento projetivo. Segundo o resultado encontrado, pode-se afirmar que existe um processo de formação dos sucessores, usado de forma intuitiva pelos fundadores das organizações. Esse processo pode ser estruturado e repetido, sob certas condições, em organizações que desejem formar empreendedores internos. As características de personalidade exercem influência relativamente pequena, tanto na escolha dos sucessores como no processo de formação e no ambiente interno.