Enxerto total de maxila com 100% de bio oss : estudo retrospectivo clínico e tomográfico

Introdução: A perda de dentes e o uso de uma prótese total por muitos anos ainda é uma realidade e resulta em perda óssea. A reconstrução adequada de uma maxila edêntula extremamente atrófica é um desafio e diferentes métodos têm sido descritos para a sua resolução. O objetivo deste estudo foi: a) d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Dinato, Thiago Revillion
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/8583
Acceso en línea:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8583
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Maxila Atrófica
Implantes Dentários
Enxerto Ósseo
Xenógeno
Atrophic Maxilla
Dental Implants
Xenograft
Bone Graft
CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA
Descripción
Sumario:Introdução: A perda de dentes e o uso de uma prótese total por muitos anos ainda é uma realidade e resulta em perda óssea. A reconstrução adequada de uma maxila edêntula extremamente atrófica é um desafio e diferentes métodos têm sido descritos para a sua resolução. O objetivo deste estudo foi: a) descrever uma técnica utilizando 100% de matriz óssea bovina inorgânica (MOBI) para reconstrução maxilar; b) medir o ganho ósseo horizontal 6 a 8 meses após o enxerto; e c) avaliar a taxa de sobrevivência dos implantes. Métodos: Pacientes buscando a reabilitação com implantes em maxilas atróficas edêntulas foram selecionados em uma clínica privada em Porto Alegre, Brasil. A primeira tomografia computadorizada foi avaliada para verificar a necessidade de enxerto ósseo e a segunda, 6-8 meses após o enxerto ósseo, para planejar a colocação dos implantes e avaliar o ganho ósseo horizontal na região anterior de maxila. A primeira cirurgia envolveu o levantamento de seio bilateral e o enxerto horizontal na região anterior da maxila, ambos com partículas de 0,25-1mm de MOBI (Bio-Oss, Geistlich, Suiça) e recobertos por membrana de colágeno (Bio-Gide, Geistlich). Resultados: Um total de 124 implantes foram instalados em 19 pacientes. A taxa de sobrevivência dos implantes foi de 95,2%, com seis implantes perdidos ao longo de um tempo médio de acompanhamento de 47,68 ± 20 meses. O ganho ósseo horizontal variou de 0 a 6,86 mm, com ganho médio de 2,85 ± 1,44 mm. Uma média de 5,5 ± 1,5g de MOBI foi usada por paciente, em 73,7% dos casos foi possível a realização de cirurgia sem retalho no momento da instalação dos implantes, e em 92 dos implantes foi possível a realização de carga imediata com uma sobredentadura provisória apoiada sobre uma barra fixa. A reabilitação final foi realizada com prótese fixa em 16 pacientes, com tempo médio de acompanhamento da prótese de 38,4 ± 22 meses. O ganho ósseo horizontal foi maior quando a altura óssea inicial foi maior que 8, 10 ou 12mm quando comparados com alturas iniciais menores que 8, 6 ou 4mm. Conclusão: Dentro das limitações deste estudo é possível afirmar que o enxerto ósseo com 100% MOBI em maxila atrófica é um tratamento confiável e permite a reabilitação com implantes com alta taxa de sobrevivência, sendo que quanto maior a altura óssea inicial, maior a possibilidade de ganho ósseo horizontal.