Estudo comparativo entre o biomaterial Cerabone® e osso autógeno na elevação do seio maxilar em humanos: análise histométrica, volumétrica (TC) e micro-tomográfica (Micro-CT)

A intervenção cirúrgica pela elevação da membrana sinual e enxertia óssea, possibilita que volumes ósseos perdidos sejam reestabelecidos. E assim, condições adequadas sejam proporcionadas para instalação de implantes em quantidade e qualidade óssea ideais. Esta pesquisa tem como objetivo comparar pe...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Déborah Laurindo Pereira [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/238843
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/238843
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Seio maxilar
Materiais biocompatíveis.
Substitutos ósseos
Maxillary sinus
Biocompatible materials
Bone substitutes
Descripción
Sumario:A intervenção cirúrgica pela elevação da membrana sinual e enxertia óssea, possibilita que volumes ósseos perdidos sejam reestabelecidos. E assim, condições adequadas sejam proporcionadas para instalação de implantes em quantidade e qualidade óssea ideais. Esta pesquisa tem como objetivo comparar pela análise histomorfométrica, volumétrica e por micro-tomografia computadorizada, o comportamento do biomaterial Cerabone® (CBP) e do Cerabone® associado ao osso autógeno (CBA) e compará-los ao osso autógeno puro (AUT) utilizado na enxertia de seios maxilares em humanos. E assim discorrer sobre o processo de formação e reabsorção óssea frente a esses materiais. Como também sobre os benefícios e eficácia na realização da enxertia cirúrgica com os mesmos. Sendo este um estudo clínico, 15 voluntários foram selecionados e convidados para fazer parte da pesquisa, resultando em 24 seios maxilares enxertados. Estes voluntários apresentavam atrofia do rebordo alveolar de 5 mm ou inferior, e desejavam ser reabilitados com implantes dentais. Os voluntários foram divididos em três grupos, de maneira aleatória, sendo o grupo controle composto pelo osso autógeno (GAC); Grupo Cerabone® (GCB); Grupo Cerabone® associado ao osso autógeno (GCA). Foram realizadas tomografias computadorizadas pré- operatórias das regiões cirúrgicas e em seguida as intervenções para enxertias ósseas com os materiais propostos. Após a realização do procedimento cirúrgico, no pós-operatório imediato (7 dias) e pós-operatório tardio (6 meses), novos exames tomográficos foram feitos. E após 6 meses, os voluntários foram submetidos a nova intervenção cirúrgica para realização de biópsias ósseas da região de interesse dos enxertos, no mesmo momento da instalação dos implantes. As peças anatômicas adquiridas foram submetidas à análises direcionadas para histomorfometria e micro-tomografia. Os dados foram tabulados e avaliados estatisticamente de acordo com testes de comparações. Na análise de micro- CT para BV/TV (%) os grupos apresentaram média e desvio padrão de 51,6  18,8 GCB; 59,6  7,3 GCA e 37,3  11,5 GAC. Na análise de Tb.Th (mm) 30,9  9,7 GCB; 23,5  1,3 GCA e 16,3  5,2 GAC. Na análise Tb.Sp. (mm) 26,6  14,2 GCB; 17,0  3,7 GCA e 29,4  9,2 GAC. Na análise Tb.N (1/mm) foi referido a mediana de 0,01 GCB; 0,02 GCA e 0,02 GAC. Para a análise volumétrica o grupo GCB apresentou melhor conservação do volume enxertado com média e desvio padrão de 7,9  19,3, já o GCA - 50,9  15,5 e - 51,0  15,5 GAC apresentaram reabsorção. E por fim, na análise histomorfométrica o grupo GCA apresentou maior média de osso neoformado 41,5  8,4, seguido do GAC 38,0  14,2 e GCB 27,6  7,0. Para presença de tecido conjuntivo 52,9  5,7 GCB; 47,4  6,9 GCA e 58,3 13,0 GAC. E para os remanescentes de biomaterias 19,2  7,8 GCB; 11,1  5,0 GCA e 3,8  3,4 GAC. Desta maneira, concluiu-se que o biomaterial Cerabone®, principalmente quando associado ao osso autógeno, apresenta resultados eficazes quanto ao processo de reparo e formação óssea.