Comparação do desempenho háptico manual de fisioterapeutas-osteopatas em função do tempo de treinamento

Contextualização: A avaliação da percepção háptica, que trata da interpretação do mundo físico a partir da soma da ação motora a da percepção sensitiva, pode ser um indicador de aprendizagem de habilidade palpatória para profissionais que atuam na dependência de movimentos de precisão e palpação. A...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Nascimento, Leonardo Penteado
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13032025-160305
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-13032025-160305/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fisioterapia
Form perception
Hands
Haptic
Háptico
Mãos
Percepção de forma
Physiotherapy
Descripción
Sumario:Contextualização: A avaliação da percepção háptica, que trata da interpretação do mundo físico a partir da soma da ação motora a da percepção sensitiva, pode ser um indicador de aprendizagem de habilidade palpatória para profissionais que atuam na dependência de movimentos de precisão e palpação. A hipótese deste estudo é que a percepção manual háptica aumenta de acordo com os treinos acadêmicos e a prática clínica de Fisioterapeutas Osteopatas, que incluem treinamento háptico manual palpatório constante. Pouco se sabe sobre a evolução desta habilidade em profissionais da área de saúde, mais especificamente os fisioterapeutas. Objetivo: Comparar a percepção háptica da mão de 3 grupos de Fisioterapeutas Osteopatas - iniciantes (1, 2 anos de estudo), intermediários (3, 4 e 5 anos de estudo) e experientes (prática clínica após formação de pelo menos 2 anos). Método: Foi realizado um estudo comparativo de grupos para caracterização do comportamento da percepção háptica da mão em Fisioterapeutas Osteopatas em formação e graduados. A pesquisa foi realizada no Laboratório de Saúde e Comportamento do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi realizada uma avaliação de percepção háptica nos três grupos (Iniciantes, Intermediários e Avançados) usando um teste com três níveis de dificuldade: fácil, médio e difícil, adaptado de Grunwald et al. (2001), que consiste em explorar estruturas planas com figuras talhadas em depressão, com os olhos vendados, por até três minutos e reproduzir a figura palpada em desenho no papel. Após cada teste, os participantes indicaram o grau de dificuldade da tarefa em uma escala do tipo Likert graduada de 1 à 5. O tempo de execução de cada tarefa, cronometrado, foi registrado. Resultados: Uma amostra de 69 fisioterapeutas no grupo iniciante, 68 no grupo intermediário e 67 no grupo avançado participaram do estudo. O tempo total de execução das tarefas entre os 3 grupos (p> 0,19) foi semelhante. O Grupo Avançado teve um aumento significativo no score total em relação ao Grupo Iniciante (p>0,001). O Grupo Avançado teve scores maiores e percepção da tarefa como mais difícil. O Grupo Intermediário e o Iniciante perceberam a tarefa com score menores, ou seja, mais fácil. Não foram encontradas correlações entre o score total e o tempo (r=0,112), nem entre o score total e a percepção de dificuldade (r=0,129). Encontramos uma correlação fraca entre o tempo total e a percepção de dificuldade (r=0,330). Conclusão: O treinamento realizado durante a formação e a prática clínica de fisioterapeutas osteopatas melhorou a habilidade háptica manual em teste de percepção de depressão. A experiência em anos, com a palpação, não afeta o tempo de exploração de atividades-teste, mas afeta a percepção do seu grau de dificuldade