Sintomatologia depressiva, atividade física e comportamento sedentário em idosos: um estudo longitudinal

A sintomatologia depressiva vem sendo associada a comportamentos relacionados ao estilo de vida, como a atividade física (AF) e o comportamento sedentário (CS). O risco de desenvolver sintomas depressivos é maior em indivíduos inativos fisicamente e/ou com alto tempo em comportamento sedentário, em...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: CONCEIÇÃO, Tatiana Silva da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFTM
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:bdtd.uftm.edu.br:123456789/1999
Acceso en línea:http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1999
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA
Sintomatologia depressiva.
Atividade física.
Comportamento sedentário.
Idoso.
Saúde do Idoso.
Depressive symptomatology.
Physical activity.
Sedentary behavior.
Elderly.
Elderly health.
Descripción
Sumario:A sintomatologia depressiva vem sendo associada a comportamentos relacionados ao estilo de vida, como a atividade física (AF) e o comportamento sedentário (CS). O risco de desenvolver sintomas depressivos é maior em indivíduos inativos fisicamente e/ou com alto tempo em comportamento sedentário, em contrapartida, a prática regular de atividade física contribui para prevenção e diminuição dos sintomas. Embora existam estudos investigando a relação dessas variáveis, poucos são realizados mediante as trajetórias dos comportamentos ao longo do tempo e na população idosa. Desse modo, o presente estudo tem como objetivo identificar a incidência de sintomatologia depressiva e sua associação com a atividade física e comportamento sedentário mediante suas trajetórias em idosos da comunidade no seguimento de cinco anos (2015-2020). Este trabalho faz parte do Estudo Longitudinal de Saúde do Idoso de Alcobaça-BA, um estudo exploratório do tipo survey de coorte prospectiva. A população compreendeu idosos com 60 anos ou mais cadastrados na Estratégia de Saúde da Família – ESF, 473 idosos participaram da primeira onda e 230 na segunda onda, obtendo uma amostra de 208 idosos. Foram coletadas informações sociodemográficas, de saúde e comportamentais. A sintomatologia depressiva foi verificada por meio da Escala de Depressão Geriátrica - GDS-15 e o ponto de corte adotado para presença de sintomas depressivos foi de >5 pontos. O nível de AF e tempo de exposição ao CS foram mensurados por meio do questionário International Physical Activity Questionnaire - IPAQ. Para análise de dados foram utilizados procedimentos da estatística descritiva (média e desvio padrão) e inferencial (Modelos de regressão de Poisson robusta e curva Receiver Operating Characteristic -ROC) p≤0,05. A incidência de sintomatologia depressiva foi de 11,1%, sendo 6,3% para os homens e 14,0% para as mulheres. A trajetória da AF evidenciou um maior risco relativo para desenvolver sintomas depressivos nos idosos inativos fisicamente tanto na primeira como na segunda onda (RR 4,34 IC95%1,21-15,56) na análise ajustada. Do mesmo modo, a trajetória do CS evidenciou que ter alto CS nas duas ondas demonstrou 3,53 (IC95%1,02-12,22) maior risco de desenvolver sintomas depressivos, na análise bruta e ajustada. Os pontos de corte de ≤ 400 min/sem para homens e ≤ 140 min/sem para mulheres de AF de intensidade moderada ou vigorosa acumulada em diferentes domínios, apresentaram melhores valores discriminantes para a presença de sintomatologia depressiva em idosos da comunidade. Os valores encontrados no CS não foram potenciais para discriminar os sintomas depressivos em idosos de Alcobaça, BA. Idosos inativos fisicamente e/ou com alto CS após cinco anos da linha de base, possuíam maior risco de desenvolver sintomatologia depressiva em relação a idosos ativos fisicamente e/ou com baixo CS. Além disso, homens necessitam realizar mais AF do que mulheres para melhores níveis de sintomas depressivos. A inatividade física e CS são fatores modificáveis, deve-se incentivar a população idosa a substituir esses comportamentos por práticas de AF e estimular sua manutenção ao longo da vida para maiores benefícios sobre a sintomatologia depressiva.