Avaliação ergonômica de interações mid-air para head-mounted displays em populações masculinas de diferentes idades

Este estudo investiga os efeitos ergonômicos das interações mid-air realizadas com head-mounted displays em homens de diferentes faixas etárias, considerando o crescente uso da realidade virtual em contextos diversos. A pesquisa parte da premissa de que o uso prolongado de head-mounted displays em p...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Brecht, Jürgen Albert
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Repositorio:Repositório Institucional da Udesc
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.udesc.br:UDESC/23311
Acceso en línea:https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23311
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Head-mounted displays
Gorilla-Arm Effect
Realidade virtual
Interações mid-air
Fadiga muscular percebida
Eletromiografia de superfície
Diretrizes ergonômicas.
Descripción
Sumario:Este estudo investiga os efeitos ergonômicos das interações mid-air realizadas com head-mounted displays em homens de diferentes faixas etárias, considerando o crescente uso da realidade virtual em contextos diversos. A pesquisa parte da premissa de que o uso prolongado de head-mounted displays em posturas que envolvem elevação dos braços pode induzir desconfortos musculoesqueléticos, fenômeno conhecido como Gorilla-Arm Effect. A hipótese central propõe que indivíduos de mais idade apresentam maior suscetibilidade à fadiga muscular e ao desconforto devido a alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento. Adotando uma abordagem experimental e quantitativa, a pesquisa dividiu os participantes em três grupos etários: Grupo A (20-35 anos), Grupo B (36-50 anos) e Grupo C (51 65 anos). Durante o experimento, os voluntários realizaram tarefas de interação em realidade virtual utilizando gestos mid air até que os efeitos de cansaço ou fadiga na região do ombro fossem percebidos. Para avaliar a ocorrência de tais efeitos foram coletados dados de tempo de interação até a fadiga ser percebida, eletromiografia de superfície do músculo deltoide anterior e percepção subjetiva de fadiga e desconforto através de Escala Visual Analógica. Embora a análise estatística não tenha indicado diferença significativa entre os tempos de interação dos grupos, observou-se que o Grupo A apresentou tempos mais elevados, com nenhum participante desse grupo apresentando tempo inferior a 2 minutos. Já os Grupos B e C apresentaram maior dispersão nos tempos, com presença de fadiga precoce em diversos casos. A análise eletromiográfica revelou padrões de fadiga clássicos e relação estatística entre o tempo de interação e o slope de MPF (Mean Power Frequency). Na avaliação subjetiva pela Escala Visual Analógica, os escores mais frequentes foram 4 e 7, correspondendo a fadiga moderada a intensa. Com base nesses achados, recomenda-se limitar interações mid-air contínuas a, no máximo, 2 minutos para adultos jovens e 1 minuto para faixas etárias mais avançadas, em favor da ergonomia e prevenção de fadiga. O estudo contribui para diretrizes de design mais inclusivas e seguras no desenvolvimento de experiências imersivas.