Respostas pressóricas após exercício aeróbico no calor em indivíduos hipertensos tratados de meia idade

A hipotensão pós exercício (HPE) é um fenômeno clínico importante, que pode ser amplificado com o exercício aeróbico no calor. No entanto, até o momento não se sabe as repercussões pressóricas em hipertensos. Nosso objetivo foi comparar a HPE em diferentes ambientes térmicos com e sem exercício em h...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Munhoz, Samuel Vargas
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/248854
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/248854
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pressão arterial
Exercício físico
Termorregulação
Hipertensão arterial
Blood Pressure
Physical Exercise
Thermoregulation
Arterial hypertension
Descripción
Sumario:A hipotensão pós exercício (HPE) é um fenômeno clínico importante, que pode ser amplificado com o exercício aeróbico no calor. No entanto, até o momento não se sabe as repercussões pressóricas em hipertensos. Nosso objetivo foi comparar a HPE em diferentes ambientes térmicos com e sem exercício em hipertensos tratados de meia idade durante 16 horas pós exercício. A metodologia do presente estudo se dá através de um estudo cruzado randomizado, onde foram realizadas 5 visitas. Dia 1: Assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, Questionário médico pré exercício; Triagem de PA e familiarização a temperaturas e protocolos de exercício; Dia 2: Coleta sanguínea para determinação de perfil lipídico; Medições antropométricas; Avaliação da capacidade cardiorrespiratória máxima; Dia 3, 4 e 5: Sorteio para determinar a ordem dos protocolos, sendo eles: exercício no calor (35±0.9°C) exercício em ambiente termoneutro (20±0.8°C) e protocolo controle (21±0.5°C). A intensidade do exercício foi 60% Frequência cardíaca de reserva por 45 minutos. Antes e após os protocolos foram coletadas a gravidade específica da urina e massa corporal. Os parâmetros cardiovasculares avaliados foram à pressão arterial (PA) e FC nos momentos pré, pós (imediatamente após), 15, 30 e 60 minutos. Após com a utilização da monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), foram realizadas medidas a cada 2 horas da PA, por 16 horas após exercício, sendo estratificadas por períodos do dia (14-22horas) e da noite (22-04horas). Foi identificado que o exercício no calor proporciona um efeito adicional em magnitude da HPE em PAS (-7,4mmHg) e clinicamente positivo para PAM (-3,5mmHg) por pelo menos 16 horas em hipertensos de meia idade tratados. Ainda, o exercício no calor, quando estratificado em períodos durante as 16 horas, promoveu reduções significativas na PAM durante o dia (p=0,04) e durante a noite (p=0,007) em relação ao protocolo controle. Nossos achados adicionam a literatura dados referentes ao comportamento pressórico e auxiliam na prescrição de exercícios no calor para hipertensos tratados.