Enriquecimento ambiental sonoro durante isolamento social e restrição de movimento no bem-estar de equinos

A utilização de música como forma de enriquecimento ambiental vem sendo estudada nos últimos anos por se tratar de um recurso economicamente viável e que pode apresentar resultados promissores no bem-estar animal, especialmente em condições de confinamento intensivo. Entretanto, pouco se sabe sobre...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Fernanda Yumi Ueno de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Repositorio:Repositório Institucional da UFGD
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/5834
Acceso en línea:http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/5834
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA::COMPORTAMENTO ANIMAL
Cavalos
Comportamento
Enriquecimento ambiental
Horses
Behavior
Environmental enrichment
Descripción
Sumario:A utilização de música como forma de enriquecimento ambiental vem sendo estudada nos últimos anos por se tratar de um recurso economicamente viável e que pode apresentar resultados promissores no bem-estar animal, especialmente em condições de confinamento intensivo. Entretanto, pouco se sabe sobre os efeitos de diferentes características musicais sobre equinos. A pesquisa foi conduzida com objetivo de avaliar os efeitos de dois estilos de música clássica, baseados em diferentes tempos rítmicos (BPM), sobre o comportamento, parâmetros fisiológicos e sanguíneos de equinos durante o isolamento social e restrição de movimentos. Foram realizados dois experimentos, sendo no primeiro, com duração de 27 dias, utilizados nove equinos sem raça definida, distribuídos em delineamento quadrado grecolatino em três tratamentos (Controle (SEM MÚSICA), Ritmo lento (63 a 83 BPM) e Ritmo Moderado (75 a 107 BPM)). Para o isolamento social e restrição de movimento os animais foram diariamente estabulados em baias individuais por duas horas sendo expostos aos estímulos durante 60 minutos, sendo avaliados comportamento, temperatura ocular, frequência cardíaca e respiratória. A exposição à música de ritmo moderado promoveu aumento da temperatura ocular e diminuição da frequência cardíaca, enquanto o estímulo musical mais lento proporcionou aos cavalos redução da frequência respiratória durante exposição. No segundo experimento, realizado trinta dias após o término do primeiro, foram utilizados dez equinos sem raça definida, distribuídos em delineameno inteiramente casualizado nos tratamentos: Ritmo lento (63 a 83 BPM) e Ritmo Moderado (75 a 107 BPM), sendo expostos às músicas por sete dias consecutivos durante uma hora, enquanto estabulados. Ao início e ao final do período experimental foram colhidas amostras de 15mL de sangue para avaliações de parâmetros hematológicos, bioquímicos e níveis séricos de serotonina. Cavalos expostos à 7 dias de música de ritmo moderado apresentaram aumento nos níveis séricos de cálcio, hemoglobina corpuscular media (HCM) e concentração total de hemoglobina, além de redução de linfócitos. Em contrapartida, a exposição à música lenta promoveu apenas aumento da HCM, concentração de hemoglobina e redução do tamanho médio das plaquetas. Ambas as músicas levaram ao aumento significativo dos níveis de séricos de serotonina após uma semana de exposição. A exposição à diferentes ritmos musicais promoveram respostas distintas, sendo ambas apropriadas na promoção do bem-estar e saúde de cavalos estabulados