Vias efetoras no controle da termogênese e termorregulação comportamental: participação do Locus coeruleus e núcleo hipotalâmico dorsomedial
Sabe-se que a norepinefrina é um dos mediadores da resposta febril, mas o grupo neuronial responsável pela produção de norepinefrina durante a febre é desconhecido. Nós estudamos o envolvimento do principal núcleo noradrenérgico do sistema nervoso central, o locus coeruleus (LC), na febre induzida p...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2006 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-13012025-153800 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-13012025-153800/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Febre Hipotermia Inflamação sistêmica Lipopolissacarídeo Não informado. Sistema nervoso central |
| Sumario: | Sabe-se que a norepinefrina é um dos mediadores da resposta febril, mas o grupo neuronial responsável pela produção de norepinefrina durante a febre é desconhecido. Nós estudamos o envolvimento do principal núcleo noradrenérgico do sistema nervoso central, o locus coeruleus (LC), na febre induzida por lipopolissacarídeo (LPS). Ratos Wistar tiveram o LC completamente destruído por lesões eletrolíticas ou os neurônios catecolaminérgicos destruídos pela lesão química seletiva com 6-hidroxidopamina (6-OHDA); os controles foram submetidos à lesão fictícia do LC. Tanto a lesão eletrolítica quanto a lesão com 6-OHDA resultou em atenuação da resposta febril induzida pelas doses de 1 e 10 µg/kg de LPS, em ratos expostos à temperatura ambiente (Ta) de 23ºC. Como as lesões química e eletrolítica produziram resultados semelhantes, os experimentos subsequentes foram realizados em animais com lesão eletrolítica. Os níveis de prostaglandina (PG) E2, mediador final da sinalização aferente durante a febre, aumentaram de maneira semelhante na região anteroventral do terceiro ventrículo de ratos controle e com lesão do LC, indicando que este núcleo não está envolvido nos mecanismos de sinalização aferente durante a febre. A fim de investigar a participação do LC na via termorregulatória eferente, a resposta termorregulatória à PGE2 (25 ng, I.C.V.) foi estudada em ratos expostos a Ta subneutra (23ºC, quando a febre ocorre devido à ativação da termogênese) ou neutra (28ºC, quando a febre ocorre devido à vasoconstrição periférica). O aumento no consumo de oxigênio (índice de termogênese) e Tc induzidos por PGE2 foram atenuados em ratos com lesão do LC expostos à Ta subneutra (23°C). A febre induzida por PGE2 (que foi acompanhada de vasoconstrição periférica), foi semelhante em ratos controle e com lesão do LC expostos à Ta de 28°C. Os ratos com lesão do LC mostraram-se perfeitamente capazes de aumentar o consumo de oxigênio em resposta a infusão de norepinefrina e manter a Tc em resposta a exposição ao frio. Nossos resultados mostram que os neurônios catecolaminérgicos do LC fazem parte de uma via neuronial termoefetora que é especificamente ativada por pirogênios (como LPS e PGE2) para aumentar a termogênese e desenvolver febre. |
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