Análise variacionista da ditongação como processo de sândi externo na fala de Lages/Santa Catarina
O fenômeno de sândi vocálico externo apresenta três realizações possíveis: a elisão, a degeminação e a ditongação. Este trabalho tem como proposta analisar o fenômeno de ditongação como processo de resolução de hiato em fronteira de palavras (camisa usada ~ cami[zaw]sada), baseado na amostra da cida...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/131764 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/131764 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Variação Sândi vocálico Fonologia Fala Variation Diphthongization External vowel sandhi |
| Sumario: | O fenômeno de sândi vocálico externo apresenta três realizações possíveis: a elisão, a degeminação e a ditongação. Este trabalho tem como proposta analisar o fenômeno de ditongação como processo de resolução de hiato em fronteira de palavras (camisa usada ~ cami[zaw]sada), baseado na amostra da cidade de Lages, em Santa Catarina, incluída no banco de dados do projeto VARSUL (Variação linguística na região sul do Brasil). O embasamento teórico se apoia em Bisol (1996, 2002 e 2005) para a descrição do processo; em Labov (2008) para fundamentos de teoria da variação; além de teorias fonológicas, como Fonologia Prosódica e Fonologia Lexical. Os objetivos específicos são os que seguem: a) identificar, em nossa amostra, fatores linguísticos que possam favorecer ou bloquear a aplicação da ditongação como processo de sândi externo; b) a partir dos resultados obtidos, corroborar ou não resultados de pesquisas já realizadas a respeito deste processo; c) ampliar a compreensão do fenômeno e oferecer subsídios para uma descrição geral do processo do sândi externo e do português falado no sul do Brasil. As hipóteses que procuramos confirmar são as seguintes: a) quanto à tonicidade, o contexto ideal para a aplicação da ditongação é o de atonicidade máxima (casa escura ~ ca[zaj]scura) (conforme Bisol, 1996; Bisol, 2002); b) o contexto interno à frase fonológica é mais favorecedor na aplicação do fenômeno (velho exemplo ~ velh[we]zemplo) (conforme Bisol, 1996). A análise estatística dos dados foi realizada pelo pacote de programas VARBRUL/GoldvarbX. A amostra, constituída de 16 informantes, mostrou, dentre outros fatores, que a ditongação crescente e a ditongação decrescente têm diferentes contextos favorecedores em relação ao acento e à categoria das vogais e têm contextos favorecedores semelhantes em outras variáveis em comum. Para a ditongação, confirmamos nossas hipóteses: a atonicidade máxima e o contexto interior à frase fonológica se mostraram favorecedores. A seleção das variáveis relevantes não foi idêntica para as duas realizações. |
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