Da superstição ao autoritarismo segundo a lógica das paixões: o exemplo de Alexandre no prefácio do Tratado teológico-político

Tomando por mote o exemplo das viradas supersticiosas de Alexandre o Grande que Espinosa dá no prefácio do Tratado teológico-político (invocando Quinto Cúrcio), tentaremos mostrar que o percurso entre a propensão à superstição que acomete todos os seres humanos (fato universal) e o estabelecimento d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santiago, Homero
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Cadernos Espinosanos (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/180601
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/180601
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Spinoza
Superstition
Theological-political power
Authoritarism
Affects
Espinosa
Superstição
Poder teológico-político
Autoritarismo
Afetos
Descripción
Sumario:Tomando por mote o exemplo das viradas supersticiosas de Alexandre o Grande que Espinosa dá no prefácio do Tratado teológico-político (invocando Quinto Cúrcio), tentaremos mostrar que o percurso entre a propensão à superstição que acomete todos os seres humanos (fato universal) e o estabelecimento de um regime autoritário (fato particular), entendido o autoritarismo como exacerbação da autoridade e da violência política, pode ser inteiramente compreendido no interior de uma “lógica das paixões”. O principal pressuposto para isso é a tese, tomada a Marilena Chaui em sua tese de doutorado Introdução à leitura de Espinosa, de que uma forma política (a forma de um imperium) é uma individualidade e, portanto, tudo o que respeita a um indivíduo, especialmente a teoria do conatus, é aplicável a um Estado (imperium).