Podem os argumentos do apêndice da parte I da Ética vencer a superstição?
Neste trabalho, pretendemos investigar o poder que os argumentos do apêndice da Parte I da Ética possuem para enfraquecer a superstição que reside na mente do leitor. Dada a necessidade dos preconceitos que levam à consolidação da superstição finalista, é esperado que o leitor, ao se deparar com a É...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Cadernos Espinosanos (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/199767 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/199767 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Espinosa Superstição Finalismo Conhecimento Meditação Liberdade Spinoza Superstition Finalism Knowledge Meditation Freedom |
| Sumario: | Neste trabalho, pretendemos investigar o poder que os argumentos do apêndice da Parte I da Ética possuem para enfraquecer a superstição que reside na mente do leitor. Dada a necessidade dos preconceitos que levam à consolidação da superstição finalista, é esperado que o leitor, ao se deparar com a Ética, esteja completamente tomado pelas crenças finalistas. Tendo isso em vista, como poderia a compreensão desses argumentos ser capaz de eliminar a superstição? Como intentamos demonstrar, o conhecimento adquirido é incapaz, ao menos num primeiro momento, de levar a cabo essa tarefa: é necessária uma meditação amiúde reiterada. Isso é possível porque a meditação, ao utilizar o conhecimento sobre a necessidade da superstição como ponto de partida, é capaz de reorganizar os afetos, de modo a tornar os afetos racionais gradativamente mais fortes que os afetos ligados à superstição. |
|---|